Analu
A rotina mudou. E mudou de um jeito que coloca um nó na minha garganta só de pensar. Antes, o silêncio daqui tinha o peso do medo. Agora, tem o som do Zyon. Dos passinhos dele correndo da sala pro quarto, das perguntas que não param, do riso que é um negócio solto, gostoso, que enche o apartamento todo.
Ele é um doce.
Não é só uma palavra.
É verdade.
Acorda com o cabelo todo espetado, vem pra cozinha onde eu tô tentando não queimar o café, e pergunta, sério:
— Posso ajudar, Analu?
A ge