Na manhã seguinte ao jantar, a mansão já não parecia a mesma. O silêncio das paredes era outro — mais leve, mais arejado — como se até o ar tivesse decidido recomeçar comigo, testemunhando uma transformação sutil mas profunda. Levantei-me cedo, antes mesmo que os primeiros raios de sol filtrassem pelas cortinas.
O espelho devolveu uma imagem diferente: o rosto ainda cansado, mas com um brilho novo no olhar, um reflexo de esperançoso renascimento. Não era beleza — era deter