Na manhã seguinte ao jantar, a mansão já não parecia a mesma. O silêncio das paredes era outro — mais leve, mais arejado — como se até o ar tivesse decidido recomeçar comigo, testemunhando uma transformação sutil mas profunda. Levantei-me cedo, antes mesmo que os primeiros raios de sol filtrassem pelas cortinas.
O espelho devolveu uma imagem diferente: o rosto ainda cansado, mas com um brilho novo no olhar, um reflexo de esperançoso renascimento. Não era beleza — era determinação.
A sensação de autocuidado, que antes parecia distante, agora tomava conta de mim como um manto. Vesti-me com sobriedade: calça de alfaiataria clara, camisa simples que deixava espaço para a liberdade de movimentos, coque bem preso que simbolizava que eu estava pronta para entrar em ação. Sem maquiagem exagerada, sem adornos; apenas o essencial.
Pela primeira vez, me vesti não para agradar, mas para pertencer a mim mesma, em um ato de autoafirmação poderosa. Meu pai m