Mundo ficciónIniciar sesión“O dia havia sido longo. Os relatórios estavam finalmente revisados, as planilhas conferidas, e o escritório mergulhado no silêncio do fim do expediente.
Jano, encostado na mesa de Gemima, observava-a terminar de salvar os últimos arquivos no computador.Ele não bateu à porta, como de costume, já fazia parte do ambiente — um aliado silencioso que se tornara presença constante nos dias dela.— Terminou? — perguntou, com voz suave. Gemima assentiu, sorrindo com discrição.— Sim, finalmente. — desligou o monitor e empilhou os documentos. — Vai com o seu pai ou com o motorista? — perguntou ele, ajeitando o paletó.— Vou chamar o motorista. O papai já deve ter ido embora. — respondeu, pegando a bolsa. Jano hesitou por um segundo e depois ofereceu calmamente:— Eu levo você.Gemima o olhou por um instante, ponderando, depois sorriu de leve.— Está bem.O carro deslizou pelas avenidas iluminadas, o entardecer tingindo






