O relógio marcava meio-dia e quarenta quando Gemima fechou o último relatório da manhã.
Os números, as planilhas e as anotações estavam organizadas com precisão impecável — reflexo da mente metódica que ela havia desenvolvido nos últimos meses.
Ao levantar o olhar, encontrou Jano encostado à porta, com aquele meio sorriso que misturava ironia e admiração.
— Hora do almoço, Lancaster. — disse ele, casualmente. — Ou vai me dizer que pretende alimentar-se de gráficos e contratos?
Ela riu.
— Eu estava justamente pensando em uma pausa.
— Então venha. — ele respondeu, oferecendo-lhe a mão de modo natural. — Eu conheço um restaurante excelente, a poucos quarteirões daqui.
Gemima hesitou por um segundo — não por constrangimento, mas por prudência.
No entanto, o olhar sereno e confiante de Jano bastou para dissipar a dúvida.
Ela aceitou.
Saíram juntos, de mãos dadas, sob o sol ameno de início de tarde.
E, como já era d