Mundo de ficçãoIniciar sessãoOfélia afastou-se do grupo, as risadas de Luna e os elogios a Gemima penetrando em seu coração como agulhas.
O salão iluminado parecia um cenário montado para zombar de sua dor — todos ali celebravam, exceto ela.Ao caminhar em direção ao jardim, onde o vento noturno sussurrava entre as folhas úmidas, parou diante da fonte, cujas gotas tilintavam como um relógio invisível.Imóvel por longos minutos, observou a água escorregar, refletindo a lua — calma, constante, impassível. Mas dentro dela, um redemoinho a consumia. Sua mente operava silenciosamente, metódica como uma engrenagem incessante. "Ela enganou a todos. Luna acredita nas boas intenções dela, Jano confia, até meu marido mas eu não. Vejo além do olhar doce, sob essa máscara de virtude. Gemima não é uma santa, é uma estrategista — fria, controlada e calculista."A raiva subia por sua garganta como fel, um veneno que não poderia mais ser contido. "Faz minha filha cho






