Mundo de ficçãoIniciar sessãoNaquela manhã, solicitei ao meu pai que agendasse a coletiva, determinado a conter o rumor antes que seu veneno se espalhasse ainda mais, como um incêndio que, se não controlado, pode devastar tudo à sua volta. Pedi também que convidasse Juno e Luna; embora relutantes, ambas aceitaram comparecer — um gesto sutil, porém vital, que demonstrava que, assim como flores que abrem suas pétalas ao sol, a verdade poderia brilhar em plena luz.
A sala de imprensa improvisada no salão principal estava repleta de repórteres, colunistas sociais e câmeras reluzentes como olhos famintos. A cidade parecia aguardar ansiosamente a oportunidade de me expor à humilhação pública novamente, como se eu fosse uma figura trágica em um drama. Respirei fundo, sentindo o peso do vestido, agora trocado por uma vestimenta sóbria em cinza escuro, e avancei em direção ao púlpito com passos firmes, cada movimento ecoando a determinação que renascia em meu interior, como um soldado marchando para a batalha.<






