A reunião acontecia na sala de conferências da mansão Villach, um espaço austero, repleto de retratos de família e troféus que simbolizavam conquistas passadas. O ambiente exalava o aroma de madeira encerada e tradição — uma tradição que muitas vezes sufoca em vez de proteger. De um lado da mesa, Hamilton Villach, o patriarca, observava seu filho com uma expressão de desaprovação que ecoava a rigidez das expectativas familiares. Do outro lado, Armand Lancaster, pai de Gemima, mantinha as mãos entrelaçadas sobre o joelho, em silêncio, enquanto seu aspecto visivelmente constrangido refletia o desconforto pela direção em que a reunião se desenrolava. No centro da mesa, Jano — o homem que, até poucos dias atrás, era considerado o mais frio e racional dos Villach — agora exibia uma aura de determinação que o tornava quase irreconhecível. Seu olhar, antes impassível, brilhava intensamente, como se estivesse atento a uma verdade que os outros se recusavam a ver. Ele cruzou os bra