Eu estava sentada no sofá, o celular na mão, com o vídeo de Carolina pausado na tela. O rosto dela, firme e ao mesmo tempo marcado por uma dor contida, parecia me encarar de volta. As palavras dela ainda ecoavam na minha cabeça — traição, falsificação, confiança quebrada. Eu não sabia se sentia alívio por alguém ter tido coragem de expor Henrique, ou um certo amargor por perceber que, de alguma forma, ele tinha um padrão: destruir qualquer um que ousasse confiar nele.
Meus pensamentos foram