Evan Médici
O quarto estava vazio.
Frio, silencioso e vazio.
Mas ainda carregava o perfume dela. Um traço agridoce de jasmim e desejo impregnado nos lençóis amarrotados. A cama, mesmo desfeita, parecia intacta, como se minha ausência por algumas horas houvesse permitido que tudo ali se tornasse um altar do que vivemos na noite anterior.
Exceto por um detalhe.
O outro lado da cama estava frio.
Eu me sentei devagar, os cotovelos nos joelhos, as mãos no rosto. Tentei organizar os pensamentos, mas