Irina Smith
Ainda estava em mim.
O toque dele, a voz, o calor.
Eu podia jurar que a pele entre as minhas coxas continuava ardendo, como se a mão dele ainda estivesse ali, brincando com a minha sanidade.
A porta da cobertura se fechou atrás de mim, e por um segundo, fiquei parada no corredor silencioso. Senti minhas pernas trêmulas, os joelhos frágeis, como se algo dentro de mim tivesse sido deslocado para sempre.
A máscara dourada ainda cobria meu rosto, mas já não era suficiente para esconder