Irina Smith
Acordei com a luz filtrando pelas frestas da cortina, projetando riscos dourados no quarto silencioso. O quarto estava mergulhado numa paz enganosa. Do lado de fora, a cidade começava a se agitar, mas aqui dentro… tudo parecia suspenso. O lençol grudava à minha pele quente, o travesseiro ainda úmido pelo choro da noite anterior. E, mesmo assim, havia um estranho sorriso preso aos meus lábios.
Sonhei com ele.
Evan.
Não como Afrodite, sonhei como mulher, como carne, como alma exposta.