A manhã em Nova York amanheceu cinza e úmida, como se o céu refletisse o turbilhão que Evan carregava dentro de si. Ele estava parado diante da porta da cobertura, já vestido para o dia, mas sem pressa de sair. O blazer pendia solto sobre seus ombros largos, o relógio de aço cintilava no pulso, e o nó da gravata, mesmo perfeitamente ajustado, parecia apertar mais do que o necessário. Um desconforto que não vinha do tecido, mas da carne. Da mente. Da alma.
Afrodite. Ou melhor… Irina.
A mulher m