O corredor da UTI tinha cheiro de antisséptico, medo e silêncio. O ar era frio, pesado, denso, quase impossível de respirar. Cada passo soava como um eco proibido, como se os próprios azulejos quisessem impedir que o tempo avançasse.
Irina entrou devagar, o coração batia com tanta força que doía. Os dedos trêmulos estavam entrelaçados, e a respiração vinha curta, irregular, como se cada inspiração exigisse um esforço absurdo. Os olhos foram imediatamente atraídos para a cama no centro do quarto