Irina Smith
Minha boca ficou seca por um instante. Eu me levantei num impulso, caminhei até o aparador e abri a gaveta. A caixinha estava ali: pequena, simples, de um azul que me parecia mais bonito do que qualquer safira. Voltei devagar, sentando na beira da cama, e ofereci a ele. O coração batia alto. As palavras que eu ensaiei mil vezes escapavam de mim como água por entre os dedos.
Evan recebeu a caixa com uma sobrancelha levantada e um sorriso curioso. Ele a girou entre os dedos por um segundo, como se tentasse adivinhar o conteúdo pelo peso. Depois levantou a tampa.
Por um instante, o mundo ficou quieto.
Só havia o reflexo de dois sapatinhos azuis, tão pequenos que cabiam na palma da m