O relógio marcava 04h17 quando o celular de Andrew Smith vibrou sobre a escrivaninha. Ele não dormia. Não piscava. O cansaço era físico, mas a mente estava em alerta, como uma fera acuada. O escritório, mergulhado em sombras, parecia menor do que era , sufocante, como um labirinto de aço e silêncio.
Cacos de vidro ainda espalhados pelo chão denunciavam o surto de dias atrás. A tela quebrada de um dos monitores piscava, tremeluzindo fragmentos de luz sobre os papéis amassados e a garrafa de vinh