Clarice Spencer
De olhos fechados, sorrio. Não um sorriso qualquer. É um sorriso carregado de deleite perverso, aquele tipo de expressão que só quem venceu um jogo cruel pode exibir. O silêncio do quarto de hotel é meu palco particular, onde enceno minha vitória com classe, elegância e crueldade calculada.
Sento-me na beira da cama king-size coberta por lençóis de seda pura, puxando lentamente os Louboutins dos pés. A sensação de liberdade após um dia inteiro usando saltos de 15 cm é quase tão