O ponteiro dos minutos já havia ultrapassado o sete quando o táxi parou diante do restaurante. Irina olhou pela janela em silêncio. A fachada do L’Orangerie era um suspiro antigo no coração de Boston. Elegante sem ser pomposo, discreto sem ser simples. Havia algo de encantador na forma como a luz âmbar dos lustres internos escapava pelas janelas arqueadas, refletindo no chão de pedras irregulares da calçada molhada pela chuva recente.
Ela pagou a corrida com mãos frias.
Se pudesse, voltaria par