O camarim ainda cheirava a lavanda e luz quente, mas Irina não se sentia ali.
O segundo encontro com o cliente novo e gentil, havia terminado há pouco. Seu corpo ainda carregava o suor da dança, a marca invisível de olhos que invadiam mais do que deveriam. Sentia-se observada mesmo sozinha, como se os espelhos da sala anterior a seguissem até ali.
Ela havia acabado de vestir um robe novo, tentando se recompor diante da penteadeira, quando alguém bateu suavemente na porta.
— Senhorita Irina? — c