O motor do Porsche permanecia ligado, em marcha lenta, como um predador silencioso à espreita. O ronco grave ecoava baixo na rua estreita e arborizada do bairro nobre onde o edifício Rosewood se erguia imponente. Dentro do carro, Evan Médici encarava a fachada do prédio com a expressão tensa de quem já venceu guerras empresariais, mas agora se via derrotado por algo muito mais íntimo, o medo de perder alguém que nem sabia como manter.
Os olhos dele, claros e geralmente inabaláveis, estavam agor