A cidade parecia sangrar, as luzes vermelhas sobre o asfalto úmido, cada farol refletia no para-brisa como se zombasse da fúria cega de Evan Médici. O motor do Porsche urrava, gritando por ele. As mãos dele, ainda trêmulas, agarravam o volante com força enquanto o carro cortava as ruas de Boston como uma lâmina quente, rápido, perigoso, movido não por destino, mas por fuga.
Na mente dele, a cena se repetia em looping cruel: Irina de braços dados com outro homem. O sorriso dela, o modo como o co