CAPÍTULO 18— O PREÇO DO SILÊNCIO
O som do motor era constante, quase hipnótico, enquanto o carro avançava pela estrada ainda húmida da madrugada. Lara observava a paisagem pela janela, mas não via nada. A mente estava presa ao mesmo lugar desde a noite anterior: o quarto branco do hospital, o cheiro a desinfetante, o corpo frágil da mãe ligado a máquinas que pareciam decidir o tempo em vez dela.
— Já estamos perto — disse o motorista, com a voz baixa, respeitosa.
Lara assentiu sem respond