MAYA
O som da campainha ecoou na varanda silenciosa, mas meus ouvidos estavam sintonizados em outro som: o roçar de sapatos contra o chão da rua. Arthur apertou meu braço, seu corpo se transformando em um escudo instantâneo. A mulher que eu vira na faculdade, a mesma que me causara calafrios no hospital, agora cruzava a rua com uma calma que beirava o obsceno. Ela não estava fugindo; ela estava vindo reivindicar algo.
Dos dois carros de segurança saíram quatro homens de terno escuro, e formaram