MAYA
O despertador nem precisou tocar. Abri os olhos sentindo uma disposição que parecia ter sido roubada de mim nos últimos dias. A luz que entrava pela janela da suíte era clara, limpa, e pela primeira vez em muito tempo, não senti aquele peso no estômago logo ao despertar. Sentei-me na cama, espreguiçando-me, e olhei para Arthur, que ainda dormia com uma expressão serena.
Hoje era um dia importante. Era o dia do meu retorno.
Preparei-me com calma e desci para o café. Arthur estava à mesa ape