ARTHUR VALENTE
O vácuo entre nós dois, após o beijo, era quase doloroso. O ar no apartamento de Maya, que antes parecia rarefeito pela falta de luxo, agora estava saturado de uma eletricidade que eu não conseguia domar. Eu me afastei e caminhei até a janela, sentindo o suor frio na nuca.
Eu, Arthur Valente, o homem treinado para manter a pulsação constante sob o fogo cruzado de negociações hostis, estava com as mãos trêmulas.
Aquele beijo não foi apenas um erro estratégico; foi uma rendição. O