MAYA
Acordei com a sensação de que o oxigênio do meu próprio apartamento parecia pesado, impregnado de um cheiro invisível de perigo, difícil de processar. O beijo de Arthur ainda vibrava em meus lábios como uma cicatriz que ainda ardia, mas a luz crua da manhã, entrando pelas frestas da janela, trouxe consigo uma clareza dolorosa. Eu havia quebrado a regra. Eu havia permitido que o homem que eu mal conhecia atravessasse a última barreira que me restava.
E o pior: eu não me arrependia. Isso tud