CAPÍTULO 67 – O ÚLTIMO REFÚGIO
ARTHUR

O brilho da tela do celular de Maya parecia uma lâmina cortando a penumbra da sala. Peguei o aparelho das mãos trêmulas dela e senti uma onda de ódio percorrer minha espinha. Eram dezenas de notificações. Um número desconhecido havia enviado prints de páginas de fofocas sensacionalistas que estavam se espalhando como fogo em palha seca.

As manchetes eram cruéis, venenosas e calculadas. Uma delas dizia: “A vingança da órfã: Maya teria sido criada para seduzir o herdeiro Valente e destruir
Isa S

Nada é sagrado para os lobos… nem mesmo o último refúgio. Por um breve momento, Maya e Arthur acreditaram que estavam seguros — que o mundo lá fora podia esperar. Mas a verdade é outra: quando você entra nesse jogo, não existe pausa. Não existe proteção absoluta. E, principalmente… não existe controle total. O poder do Arthur pode silenciar empresas, derrubar impérios… mas não impede uma porta de ser arrombada por um mandado. E agora, a guerra muda de terreno. Não é mais sobre manchetes. Não é mais sobre reputação. É sobre provas. É sobre verdade… ou o que conseguirem fazer parecer verdade. A pergunta não é só o que vão encontrar nos dispositivos da Maya. É: quem garantiu que encontrariam alguma coisa? Vejo vocês no próximo capítulo. Isa S.

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