MAYA
O silêncio que se seguiu à pergunta de Jurandir foi o mais ensurdecedor da minha vida. O vento do Alentejo, que antes trazia o cheiro de azeitonas e paz, agora parecia carregar o fedor de pólvora e morte. Eu olhava para Arthur, com o cano da arma pressionado contra sua têmpora, e sentia meu mundo girar. O homem que cruzou o oceano por mim, que implodiu o próprio legado para me proteger, estava a um milímetro de deixar de existir por minha causa.
Meus pensamentos eram um redemoinho. Eu prec