MAYA
O som das sirenes misturava-se ao zumbido que ainda persistia em meus ouvidos. A sala da mansão de Vincent, que antes exalava o luxo discreto do Alentejo, agora parecia uma sala de espera para o julgamento final. Eu estava sentada no sofá, encolhida, com o corpo tremendo tanto que meus dentes chegavam a bater.
Arthur não me soltava. Seus braços eram a única coisa que me impedia de desmoronar por completo. Eu não queria olhar para as janelas, não queria ver o movimento dos policiais e param