ANNA
O silêncio na cabine do jato era música para os meus ouvidos. Não o silêncio da paz, mas o silêncio da rendição. Olhei de relance para Maya, encolhida na poltrona de couro ao meu lado, os olhos inchados e o olhar perdido nas nuvens lá fora. Ela parecia uma criança que tinha acabado de perder o brinquedo favorito — patética, pequena e perfeitamente quebrada.
Era fascinante como pessoas como ela, movidas por "honra" e "sentimentos", eram fáceis de manipular. Bastou um empurrão na ferida cert