MAYA
O som do zíper da mala fechando ecoou pelo closet como o bater de uma cela de prisão. Eu olhei para o couro preto da bagagem, sentindo que estava empacotando não apenas roupas, mas os últimos quatro meses da minha vida. Cada peça ali dentro tinha uma história: o vestido que usei no nosso primeiro jantar oficial, a blusa de lã que Arthur me emprestou em uma noite fria na cobertura, o pijama que ainda carregava o rastro do perfume dele.
Meu celular vibrou sobre a ilha. O nome de Anna na tela