MAYA VALENTE
Segurar Stella e Tomás contra o meu peito era como tocar o próprio céu depois de atravessar o inferno. O peso leve dos corpos deles, o calor morno que emanava das mantas brancas e o som quase imperceptível de suas respirações compassadas preenchiam cada centímetro dolorido do meu ser. Eu estava exausta, meu corpo ainda latejava pelo esforço do parto, mas a felicidade que me inundava era anestésica. Olhando para os traços delicados de Tomás e o punho pequenininho de Stella fechado p