POV CARUÃ
Eu devia ter sangrado mais pra justificar o estrago. Três costelas fraturadas, um erro besta na fronteira norte e um pedaço de tronco podre que quase virou meu fim nas mãos de um lobo desgarrado que não teve nem a decência de morrer quieto.
O gosto de sangue não saía da boca. Nem com água. Nem com raiva.
Cada passo na trilha de barro puxava o osso de um jeito miserável. Mas a dor nem era o pior.
O pior era o eco dela.
Desde que cruzei o perímetro, o vínculo começou a vibrar