CAP. 63 — A PARTE QUE ME CABE
POV RIANE
O pó de carvão sujava as pontas dos meus dedos enquanto eu passava o papel de pele de veado sobre a superfície da pedra preta.
Estava sentada no chão do galpão de ferramentas, atrás das pilhas de tábuas de itaúba e redes de pesca dobradas. A luz da manhã entrava fraca pelas frestas da parede de tora, cortando a poeira que flutuava no ar. A fumaça do breu-branco queimado do pátio chegava até ali, misturada ao cheiro de mofo e seiva seca.
A pedra esquentava no meu peito a cada decalq