CAP. 68 — O PERFUME DA ÁGUA
POV RIANE
O cheiro de vitória-régia e de água-doce continuava a cobrir a fumaça de breu da casa de conselho do Xingu.
Caruã permanecia postado como uma muralha entre o sujeito e mim, o peito nu subindo e descendo num ritmo pesado. As pupilas do meu Alfa queimavam num dourado puro, a mão travada na empunhadura da faca de caça, o rosnado baixo da fera vibrando no ar da sala com uma promessa clara de sangue.
O homem de camisa de linho branco deu mais uma risada curta, o som suave como água corrend