CAP. 59 — A LÂMINA E A DÚVIDA
POV RIANE
O cheiro de sangue azedo e fumaça de breu-branco ainda impregnava o ar na borda do mandiocal. A terra batida continuava marcada pelas pisadas profundas da criatura, e o líquido escuro que jorrou do peito do bicho chiava devagar contra as folhas secas, evaporando numa névoa fina.
Limpei a lâmina da minha faca na barra do moletom antes de guardá-la na bainha. O pingente no meu peito tinha parado de queimar, mas o metal continuava morno contra a clavícula, pulsando fraco, como se desca