CAP. 56 — O CHÃO SOB OS PÉS
POV RIANE
O pano de algodão grosso saiu vermelho da tigela de argila. A água morna, temperada com casca de barbatimão e breu-branco, cheirava a terra e seiva azeda.
Caruã estava sentado no banco de madeira aos pés da cama, o peito nu ainda coberto de poeira e suor seco. O ombro esquerdo tinha um corte profundo, a pele aberta e marcada pelo sangue. Na coxa direita, a calça de sarja rasgada estava encharcada de sangue escuro.
— Para de se mexer — resmunguei, pressionando o pano contra o corte