CAP. 55 — O SANGUE NA ARENA
POV CARUÃ
O sol morria atrás da serra, tingindo a poeira do pátio de vermelho. O cheiro de resina de jatobá e de sangue seco impregnava o ar. A alcateia inteira cercava a clareira central. Centenas de olhos estavam voltados para mim, e o murmúrio contido de guerreiros e anciãos martelava dentro da minha cabeça.
Descalço, o peito nu, fechei e abri os punhos. O braço esquerdo latejava. Sob a pele, as linhas cinzentas do símbolo pulsavam num ritmo quente, espalhando um calor doentio pelo meu omb