114. De Cabeça Erguida
Brenda Ortiz
Abraço meu pai apertado por um longo tempo. As palavras saem entre soluços:
— Me perdoa por tudo, papai... Eu imploro, me perdoa... Sei que errei muito, mas eu não sou uma assassina, papai... Eu não sou...
Choro como uma criança nos braços dele.
— Eu sei, minha menina... Sei que você não fez nada do que estão te acusando. Ninguém vai conseguir apagar você da lembrança do meu coração. Eu te amo, minha filha! — ele diz, acariciando meu rosto, beijando minha testa e me abraçando mais