Acordei com a sensação de que o mundo, por alguns instantes, havia deixado de existir. Elisa dormia aninhada em meus braços, seu rosto sereno colado ao meu peito, os lábios entreabertos num sopro suave de ar que me arrebatava de uma forma que eu não conseguia explicar. Havia uma paz ali que eu nunca conheci em nenhuma mansão dos Kingsley, em nenhum jantar de gala ou viagem de luxo. E, por mais que o peso da mentira que eu carregava me consumisse, naquele instante tudo o que eu queria era a