Enquanto Elisa se tranca no banheiro e o som da água do chuveiro ecoa pela casa, eu me ajeito na cama dela. Não é uma cama ampla e luxuosa como as que sempre tive, mas há algo nessa simplicidade que me atinge de forma inesperada. O colchão afunda sob meu peso, e eu me recosto contra a cabeceira, tentando ignorar a estranheza de estar naquele quarto que carrega a essência dela em cada detalhe. As cortinas claras, o cheiro suave de lavanda impregnado no ar, o abajur gasto que certamente deve