262- Cheiro de maçã.
Ali engoliu em seco e sentiu que o jantar podia voltar a qualquer momento. Já soubera, pelos outros criados, o que acontecera com Zenif e Mirã. Havia muito tempo que ninguém recebia uma punição naquele palácio. A última havia sido aplicada pelo próprio Amir.
Samir era justo e paciente, mas também implacável.
— Eu só pensei... — gaguejou Ali.
— Não. Você não pensou. Agora vá. Quero tomar meu chá em paz.
— Posso...
Ali estendeu a mão em direção ao chá.
Samir parou e o encarou.
— Já estou indo.
Al