Laura nunca teve medo do silêncio.
Mas aquele silêncio… era diferente.
Era o tipo que não trazia paz.
Era o tipo que obrigava a sentir.
O apartamento estava quieto demais naquela manhã. O sol entrava pelas janelas, iluminando a sala que ainda carregava vestígios da noite anterior — a manta no sofá, a caneca esquecida na mesa, o ar carregado de emoções que nenhum dos dois soube nomear antes de dormir.
James já estava acordado.
Ele estava na cozinha, preparando café. Não por hábito.
Por necessida