O escritório já estava quase vazio quando Laura percebeu que o silêncio havia mudado.
Não era o silêncio comum do fim do expediente.
Era mais denso. Mais presente.
Ela levantou os olhos do computador e o viu parado na porta da sala.
James.
Sem pressa. Sem expressão dura. Sem a postura de comando que costumava preencher qualquer ambiente.
Apenas… ele.
— Ainda trabalhando? — perguntou, a voz baixa.
— Sempre — Laura respondeu, salvando o arquivo. — Achei que você já tivesse ido.
— Pensei em ir.
El