Cássio terminou de tomar banho como se tivesse lavado a alma.
O espelho refletia um rosto diferente do homem de dias atrás. Ainda cansado, sim, mas agora havia foco.
Controle.
Saiu do banheiro e encontrou o chaveiro que terminava de apertar os últimos parafusos da fechadura nova.
— Pronto, senhor. — disse o homem. — Só essas chaves funcionam agora.
Cássio pegou o molho, testou uma vez, duas.
— Obrigado.
Assim que ficou sozinho, vestiu o paletó, pegou o celular e saiu em direção ao hospital em que Maya havia sido atendida.
Foi direto ao balcão de atendimento.
— Bom dia. — disse, educado. — Preciso falar com o doutor Lucas. Assunto pessoal.
A atendente digitou algo no computador.
— Ele está em atendimento no momento…
Cássio sorriu de canto, aquele sorriso treinado em reuniões difíceis.
— Eu espero. — disse. — Ou posso falar com a coordenação médica sobre o plantão da última semana.
Ela ergueu os olhos, avaliando.
— Vou ver se consigo chamá-lo.
Minutos depois, uma enfer