240 - Assombração

O silêncio do galpão foi quebrado pelo som apressado de passos.

Francine prendeu a respiração.

Tinha se enfiado entre duas caixas enormes, tentando parecer parte da decoração.

Se pelo menos tivesse um papel higiênico por perto, a encenação seria perfeita.

O capanga apareceu, cambaleando. A testa ainda vermelha da cabeçada que levara.

— Ei! — ela gritou, fazendo sinal com as mão para ele parar, antes que pudesse alcançá-la. — Dá licença! Posso ter pelo menos um pouco de privacidade pra fazer as minhas necessidades?

O homem parou, surpreso.

— Como é?

— Isso mesmo! — respondeu ela, gesticulando como se aquilo fosse o argumento mais lógico do mundo. — Eu tô desde ontem presa naquela cadeira. Estava já desesperada para aliviar o sistema digestivo, se é que você me entende.

Ele cruzou os braços, sem mover um músculo.

— E achou que podia sair andando por aí, é isso?

— Olha, moço, com todo respeito, mas não dava pra fazer na frente de um desconhecido. A menos que o pacote de sequestro inclua
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