ARTHUR CASTELLANI
O sol de Nova York batia forte contra os vidros espelhados da sala de reuniões da Império Global. Mas nenhum calor ali dentro se comparava ao que queimava sob minha pele enquanto eu deslizava os dedos pelas fotos recém-recebidas no meu celular.
Cada imagem parecia uma bofetada silenciosa.
Maitê. Com Caio. E o meu filho.
Ela sorria.
Ele se aproximava demais.
E eu, do outro lado do continente, sentia o gosto amargo da impotência rasgando minha garganta. Engoli seco. Aquela era a