BRENDA CONTA À MÃE E A FAMÍLIA MAIA REAGE
Brenda: Eu desliguei o telefone depois de uma longa e cansativa conversa, a sensação de urgência pulsando em meu peito.
— Era um fim de tarde ensolarado, mas meu coração carregava a tempestade da verdade que eu estava prestes a revelar.
A decisão era irreversível, como um navio que já havia partido do porto, navegando rumo a mares desconhecidos, precisava falar, não era apenas sobre mim, mas sobre todos nós.
— Era vital que eu desse voz à mentira, antes que ela crescesse em silêncio e se tornasse uma realidade sem rosto, uma sombra que poderia me consumir.
— Mãe… — minha voz mal conseguiu escapar, quase inaudível, como um sussurro ao vento que dançava entre as folhas das árvores, trazendo uma inquietude palpável. — Eu aceitei.
— Aceitou o quê, filha?
A pergunta dela estava impregnada de um medo subjacente, como se ela já desconfiasse da verdade escondida sob camadas de nossa rotina familiar, tentando se convencer do contrário, como um