A DECISÃO E OS TERMOS DO “CASAMENTO DE APARÊNCIA”
(Brenda)
Esperei as crianças adormecerem para ligar para minha mãe, ciente de que se falasse antes, minha voz falharia e assustaria aqueles anjinhos com um choro que não era deles.
— O corredor estava silencioso, e a mansão, que durante o dia parecia um parque de diversões cheio de risadas e correria, transformava-se à noite em um vasto mundo repleto de ecos e lembranças que não eram minhas.
Entrei no meu quarto, fechei a porta com cuidado e sentei-me na beirada da cama, como se estivesse à beira de tomar uma decisão que transcendia a mim.
— Essa decisão carregava o aroma de uma infância perdida e o peso de três pares de olhinhos verdes que me observavam, como se eu fosse a única conexão deles com o mundo.
Disquei, minha mãe atendeu no segundo toque, como se estivesse aguardando por isso.
— Filha… você está bem? Essa pergunta simples me atravessou como uma agulha, porque eu estava bem, e não estava.
Eu me sentia inteira por