Os passos de Sebastian ecoavam pesados pelo mármore do saguão da empresa, que àquela hora da noite parecia um túmulo de vidro e aço. Era trinta e um de dezembro, quase dez da noite, e não havia absolutamente mais ninguém ali. Os últimos diretores e conselheiros com quem ele passara o dia debatendo o futuro do império haviam saído horas antes. Só restara ele, incapaz de se desvencilhar dos fantasmas da crise corporativa que o cercava.
Ele afrouxou o nó da gravata com uma das mãos, enquanto a out