Nos fundos da loja, o ambiente é mais simples, funcional. Um pequeno escritório envidraçado, com uma mesa organizada e duas cadeiras à frente. A mulher fecha a porta atrás delas e se vira para Luna. — Sente-se — diz, indicando a cadeira. — Me chamo Helena. Luna obedece, sentindo as mãos levemente trêmulas enquanto se senta. Helena abre no computador, o currículo de Luna. Ela passa os olhos rapidinho e se vira para ela. — Me conte da sua trajetória. — Ah, menina... eu nem te conto. — Helena ergue uma sobrancelha, quando Luna relaxa na cadeira. — Eu fui largada na porta de um abrigo, com dias de vida. A dona de lá, Martina, foi quem me deu o nome Luna, pois disse que me viu pequena e chorosa, a luz do luar. Ela me adotou, o abrigo fechou meses depois e ela foi embora para NY comigo. Eu cresci ouvindo histórias de Londres, sobre como era fria e ao mesmo tempo incrível. Nunca fui atrás dos meus pais verdadeiros, por falta de interesse, mas... minha mãe morreu ano passado e me deixou
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